terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A vida brotando!

A vida começa a brotar por todos os lados aqui.







A primeira sementeira começa a ficar verdinha. São mudas de gergelim preto que ajudará com as cortadeiras (metade), no meio amor perfeito e embaixo camélias. Só para termos uma vida bem florida.

Bom, depois que as mudas de gergelim começaram a brotar, percebi que em todos os lugares que joguei a semente para que as formigas levassem para o ninho o gergelim começou a brotar. Devo ter mais de mil mudas brotando por toda a casa.




Logo mais será a vez da nossa primeira horta!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O verão chegou na serra!

Ufa, finalmente, no meio de dezembro, o verão chegou com força na serra.


E como a idéia inicial de mudar para cá foi para termos uma vida com mais contato com a natureza, hoje paramos todos os nossos afazeres para curtir o dia de verão.

Logo mais, se a chuva de verão nos deixar, teremos um piquenique no quintal.

E que venham mais muitos dias de sol e céu azul!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A guerra começou!

Nas minhas pesquisas para eliminar as formigas cortadeiras, acabei percebendo que uma ação isolada não vai resolver o problema, se eu quiser acabar com elas, temos que começar uma guerra.

Pois bem, começamos nossa guerra há 3 dias. Já espalhei um saco de semente de gergelim preto. Li que é tóxico e que irá acabar com os fungos que elas se alimentam. Também revolvemos alguns e compactamos. Já joguei água fervendo várias vezes. E para alguns que estão no muro e não na terra, coloquei pão embebido em vinagre.

Enfim, tudo isso para que elas saibam que é uma guerra e nós só começamos, muitas outras coisas virão!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O veneno que comemos!

Só vi esse documentário nesse final de semana. Foi a Daniela que me mostrou, em nosso outro blog.
Assisti junto com o Daniel e ao final, só pudemos pensar que se a gente comer cocô, talvez a gente se alimente melhor.


Vale a pena ver e rever




Após o documentário, fui ver minhas sementes:

E pude ver atrás da embalagem o seguinte texto: SEMENTE IMPRÓPRIA PARA ALIMENTAÇÃO
TRATADO COM THIRAM
DISSULFETO TETRAMETIL-TIURAM
DOSE: 1,5G POR KG DE SEMENTE

Não há saída, posso não usar agrotóxico no cultivo, mas não terei jamais sementes puras.

O lixo

O lixo sempre foi um assunto presente na minha vida. Quando eu ainda estava na faculdade, participei de um projeto da Unesco que chamava-se O Lixo e a Cidadania. Era um projeto da Unesco, em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo e com a Universidade Metodista. A nossa parte no projeto era a seguinte: eu e mais dois amigos iríamos ficar indo a um lixão desativado (mas que ainda recebia lixo clandestino) para gravar depoimentos dos moradores do Lixão do Alvarenga, em São Bernardo, divisa com Diadema.

Os moradores do lixão não tinham auto-estima alguma, eles eram discriminados pela sociedade em geral e pelos moradores da favela do Alvarenga, que ficava antes do lixão. E nosso papel era o resgate da cidadania através dos depoimentos: alguém tinha interesse em ouvir a história deles.

Primeiros fomos tomando contato com os moradores até termos confiança e irmos ao lixão. Bom, esse era o plano, até o dia que não aguentávamos mais falar sobre algo que não conhecíamos e fomos ao lixão por conta própria. Jamais vou esquecer a cena da chegada, ao final da favela. É uma pilha de lixo que jamais eu vou conseguir explicar. Não lembro as medidas, mas sei que a altura era equivalente a um prédio de 40 andares e que era bem maior que um campo de futebol, pois pasmem, no meio do lixão havia um campo de futebol para os catadores! E ainda sobrava espaço. 

Não há como descrever. O gás liberado pelo lixo dá um certo "barato" e eu saía de lá sempre atordoada. Vira e mexe explode um lugar, também resultado do próprio gás. Há uma cachoeira de chorume e tem uma máfia no lixo. Um dos manda chuvas sempre é o motorista da retroescavadeira, ele decide quem cata na primeira leva, quem cata na segunda leva... Conhecemos várias famílias, uma até com 4 gerações de catadores naquele lixão. Ouvimos diversas histórias chocantes, amargas e de amor. 

Essa é uma das poucas fotos que tenho de lá


Por questões políticas, o documentário nunca se concretizou, mas minha relação com o lixo mudou a partir daí. Entendi que sou responsável pelo lixo que produzo. Passei a separar meu lixo, independente se a coleta seria separada ou não. Aprendi que há quem viva do lixo, muito além do que a gente imagina.
Criei coleta seletiva em prédio que morei, e sempre que possível, tento incentivar as pessoas que convivo a separarem o seu lixo.

Aqui a questão do lixo é muito mais caótica. O caminhão só passa uma vez por semana, o que nos faz estocar o lixo em casa. A casa estava sem gente, tem muito entulho espalhado por aí, e o caminhão não leva. As folhas enchem um saco de 100 litros por semana, que o caminhão também não leva. E para complicar de vez, nossa casa não tinha aquele suporte de lixo e os gambás e afins atacavam os sacos...

A primeira atitude foi criar o suporte para não ter que recolher mais o lixo da porta de casa. Claro que seguindo a idéia de aproveitar tudo o que temos por aqui, ainda mais o próprio lixo. Nessas andanças por aí, descobri perto da antiga casa a construção de um prédio que sempre descartava paletes, e fui pegando aos poucos e acumulando nas escadas da antiga casa. Quando viemos para cá, fizemos uma viagem de fiorino praticamente só com paletes. 

Aproveitamos 4 vigas de paletes para fazer os pés do suporte. No pomar havia uma caixa dágua velha, jogada. Pegamos a caixa dágua e fizemos diversos furos no fundo para que a água da chuva não se acumule. E resolvemos 2 problemas: nos livramos da caixa dágua e conseguimos o suporte. Não ficou o mais bonito, mas ficou funcional.



Rapidamente a gente percebeu que temos que compostar. Ou a gente composta ou vai ficar compostando uma semana aqui em casa, até que o lixeiro leve. Compostar tb diminui muito a quantidade de lixo descartada. Praticamente só dispensamos materiais recicláveis e lixo de banheiro. Todo o resto vai para a composteira, que ainda não é a definitiva, não está correta, mas já é um comecinho. Estamos estudando e está como prioridade em nossa lista fazer a composteira definitiva, até porque, ela que nos dará a terra para a horta.



Sempre que cozinho, já deixo um potinho ao lado da pia, ali eu jogo os orgânicos e depois eles vão direto para a composteira.


Mas a questão não para por aí. Ainda precisamos reduzir a quantidade de lixo reciclável. A coleta uma vez por semana nos deu a real idéia da quantidade de lixo que estamos produzindo atualmente. Normalmente, por semana, junta-se dois sacos de 100 litros de lixo. Um absurdo em uma família de 3 pessoas. Por isso que evitamos comprar produtos embalados individualmente. Eu já liguei uma vez para a Nestlé para reclamar da quantidade de embalagem que vem na bolacha Calipso. E decidimos que vamos tentar comprar o mínimo possível de coisas industrializadas. Só assim para reduzirmos o uso de tantas embalagens!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O começo!

Há pouco mais de um mês, saímos de uma casa na Rua Clélia, na Pompéia, em São Paulo, para morarmos em uma chácara na Serra da Cantareira, buscando proporcionar para o nosso filho de 2 anos e 7 meses uma vida em mais contato com a natureza e de menos consumo. 

Saímos do caos diário para uma vida simples, tranquila, cercada de muito verde e barulhinho de pássaros. Incrível como o silêncio é criativo. 

Há umas semanas comecei a pesquisar permacultura e simplesmente me apaixonei. A partir daí meu foco começou a ser nos tornar mais autônomos e sustentáveis.

E, no meio de um processo de limpeza do jardim, eu e o Daniel decidimos fazer um blog, para podermos compartilhar esse processo de sustentabilidade.

Nossa idéia é que a gente consiga cada vez menos ir a supermercado, quitanda, feira, etc. E cada vez mais produzir o que iremos consumir.

Ainda falta tudo, praticamente. Temos um pequeno pomar, mas como dá pra ver, ele está bem largado. A casa estava sem ninguém morando há mais de dois anos, isso nos dá um trabalho dobrado. Muita sujeira para recolher, muita coisa para arrumar.




Por ela estar muito tempo sem ninguém, as formigas dominaram. No momento estou me concentrando em conseguir exterminá-las de forma natural, sem agrotóxicos. Elas estão destruindo uma planta por dia, hoje foi o dia da arruda, que ontem a noite estava lindinha, crescendo feliz!



E por fim, aqui onde está a concentração de formigueiros, será nossa horta mandala, que irá prover quase 80% de nosso sustento. 




Quanto tempo até que a gente consiga? Não sei, mas quanto antes, melhor. Será a minha certeza de que posso viver de uma outra maneira, só depende do meu esforço.