sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ao vencedor, as batatas!

Acho que o meu legume preferido é a batata, sou fã mesmo, de todo jeito. Assada, frita, cozida, souté, de qualquer jeito.
Acho que esse é o motivo do nosso primeiro canteiro ser a batata.

O sol está nos dando uma tréguinha e deu para fazer esse canteirinho e preparar as sementes do primeiro canteiro da horta olho de ferradura. Agora as sementes estão virando mudinhas.
Estou priorizando as sementes porque acho que assim a minha horta terá apenas a intervenção de aditivos nas sementes. Comprando as mudas, não tenho garantia que nenhum aditivo já tenha sido colocado na terra ou folhas.







segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ignorância urbana

Sim, aguardei o verão cheia de planos. Acreditei que o calor iria me motivar, que ia sair minha horta e minha espiral de ervas e que tudo ia começar a tomar um rumo... Grande engano de uma urbanóide.

Com a chegada do verão, vieram também as chuvas sem parar. O mato cresce a olhos nus e a única preocupação na minha cabeça anda sendo cortar o mato. Ou esperando a chuva parar para poder ir roçar, ou simplesmente com a foice na mão, parecendo uma louca, derrubando o mato que insiste em dominar o quintal, o pomar, a frente, os lados, o fundo... E por aí vai.

Dividi em quadrados, acreditando que faria cada dia um. Bem, claro que não é assim, quando o sol aparece, me mato para aniquilar o máximo de quadrados possíveis. Num trabalho que só terá fim quando a chuva acabar.

As mudas estão lá esperando serem transportadas, as sementes aguardam na caixa, a palha molha e seca nas constantes chuvas. Tudo pronto, esperando o tempo da natureza para tomar seu rumo.

Posso dizer que esse tempo foi bom para pensar que primeiro tenho que tornar nosso modo de vida mais sustentável antes de falar em casa sustentável e já pude fazer algumas mudanças fáceis e práticas para o nosso dia a dia.

Estou reaproveitando as embalagens de suco, leite e afins como sementeira. Ufa, isso reduziu um pouco mais nosso lixo semanal.
Parei de comprar suco de caixinha e estou comprando as frutas da estação e fazendo o suco em casa.
Mudei o leite de casa, estou comprando apenas o leite fresco, que usa menos energia na sua pasteurização.
Passei a fazer iogurte natural em casa, assim evitamos os 3 potes diários (no mínimo) de iogurte.

É muito fácil de fazer e fica igualzinho.

Iogurte Natural Caseiro

1 litro de leite integral
1 pote de iogurte integral

Ferva o leite, desligue e cubra. Espere até que você consiga colocar o dedo no leite e não se queime. O leite ainda está morninho, mas a sensação de quente já se foi. Daí você adiciona o pote de iogurte e mistura tudo. Depois abafa e deixa por 12 horas abafado. Eu costumo enrolar numa toalha porque o clima da serra é sempre mais friozinho. Mas dá pra deixar dentro do forno, tampadinho. Daí é só guardar na geladeira e lembrar de separar um potinho para a próxima receita.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A vida brotando!

A vida começa a brotar por todos os lados aqui.







A primeira sementeira começa a ficar verdinha. São mudas de gergelim preto que ajudará com as cortadeiras (metade), no meio amor perfeito e embaixo camélias. Só para termos uma vida bem florida.

Bom, depois que as mudas de gergelim começaram a brotar, percebi que em todos os lugares que joguei a semente para que as formigas levassem para o ninho o gergelim começou a brotar. Devo ter mais de mil mudas brotando por toda a casa.




Logo mais será a vez da nossa primeira horta!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O verão chegou na serra!

Ufa, finalmente, no meio de dezembro, o verão chegou com força na serra.


E como a idéia inicial de mudar para cá foi para termos uma vida com mais contato com a natureza, hoje paramos todos os nossos afazeres para curtir o dia de verão.

Logo mais, se a chuva de verão nos deixar, teremos um piquenique no quintal.

E que venham mais muitos dias de sol e céu azul!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A guerra começou!

Nas minhas pesquisas para eliminar as formigas cortadeiras, acabei percebendo que uma ação isolada não vai resolver o problema, se eu quiser acabar com elas, temos que começar uma guerra.

Pois bem, começamos nossa guerra há 3 dias. Já espalhei um saco de semente de gergelim preto. Li que é tóxico e que irá acabar com os fungos que elas se alimentam. Também revolvemos alguns e compactamos. Já joguei água fervendo várias vezes. E para alguns que estão no muro e não na terra, coloquei pão embebido em vinagre.

Enfim, tudo isso para que elas saibam que é uma guerra e nós só começamos, muitas outras coisas virão!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O veneno que comemos!

Só vi esse documentário nesse final de semana. Foi a Daniela que me mostrou, em nosso outro blog.
Assisti junto com o Daniel e ao final, só pudemos pensar que se a gente comer cocô, talvez a gente se alimente melhor.


Vale a pena ver e rever




Após o documentário, fui ver minhas sementes:

E pude ver atrás da embalagem o seguinte texto: SEMENTE IMPRÓPRIA PARA ALIMENTAÇÃO
TRATADO COM THIRAM
DISSULFETO TETRAMETIL-TIURAM
DOSE: 1,5G POR KG DE SEMENTE

Não há saída, posso não usar agrotóxico no cultivo, mas não terei jamais sementes puras.

O lixo

O lixo sempre foi um assunto presente na minha vida. Quando eu ainda estava na faculdade, participei de um projeto da Unesco que chamava-se O Lixo e a Cidadania. Era um projeto da Unesco, em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo e com a Universidade Metodista. A nossa parte no projeto era a seguinte: eu e mais dois amigos iríamos ficar indo a um lixão desativado (mas que ainda recebia lixo clandestino) para gravar depoimentos dos moradores do Lixão do Alvarenga, em São Bernardo, divisa com Diadema.

Os moradores do lixão não tinham auto-estima alguma, eles eram discriminados pela sociedade em geral e pelos moradores da favela do Alvarenga, que ficava antes do lixão. E nosso papel era o resgate da cidadania através dos depoimentos: alguém tinha interesse em ouvir a história deles.

Primeiros fomos tomando contato com os moradores até termos confiança e irmos ao lixão. Bom, esse era o plano, até o dia que não aguentávamos mais falar sobre algo que não conhecíamos e fomos ao lixão por conta própria. Jamais vou esquecer a cena da chegada, ao final da favela. É uma pilha de lixo que jamais eu vou conseguir explicar. Não lembro as medidas, mas sei que a altura era equivalente a um prédio de 40 andares e que era bem maior que um campo de futebol, pois pasmem, no meio do lixão havia um campo de futebol para os catadores! E ainda sobrava espaço. 

Não há como descrever. O gás liberado pelo lixo dá um certo "barato" e eu saía de lá sempre atordoada. Vira e mexe explode um lugar, também resultado do próprio gás. Há uma cachoeira de chorume e tem uma máfia no lixo. Um dos manda chuvas sempre é o motorista da retroescavadeira, ele decide quem cata na primeira leva, quem cata na segunda leva... Conhecemos várias famílias, uma até com 4 gerações de catadores naquele lixão. Ouvimos diversas histórias chocantes, amargas e de amor. 

Essa é uma das poucas fotos que tenho de lá


Por questões políticas, o documentário nunca se concretizou, mas minha relação com o lixo mudou a partir daí. Entendi que sou responsável pelo lixo que produzo. Passei a separar meu lixo, independente se a coleta seria separada ou não. Aprendi que há quem viva do lixo, muito além do que a gente imagina.
Criei coleta seletiva em prédio que morei, e sempre que possível, tento incentivar as pessoas que convivo a separarem o seu lixo.

Aqui a questão do lixo é muito mais caótica. O caminhão só passa uma vez por semana, o que nos faz estocar o lixo em casa. A casa estava sem gente, tem muito entulho espalhado por aí, e o caminhão não leva. As folhas enchem um saco de 100 litros por semana, que o caminhão também não leva. E para complicar de vez, nossa casa não tinha aquele suporte de lixo e os gambás e afins atacavam os sacos...

A primeira atitude foi criar o suporte para não ter que recolher mais o lixo da porta de casa. Claro que seguindo a idéia de aproveitar tudo o que temos por aqui, ainda mais o próprio lixo. Nessas andanças por aí, descobri perto da antiga casa a construção de um prédio que sempre descartava paletes, e fui pegando aos poucos e acumulando nas escadas da antiga casa. Quando viemos para cá, fizemos uma viagem de fiorino praticamente só com paletes. 

Aproveitamos 4 vigas de paletes para fazer os pés do suporte. No pomar havia uma caixa dágua velha, jogada. Pegamos a caixa dágua e fizemos diversos furos no fundo para que a água da chuva não se acumule. E resolvemos 2 problemas: nos livramos da caixa dágua e conseguimos o suporte. Não ficou o mais bonito, mas ficou funcional.



Rapidamente a gente percebeu que temos que compostar. Ou a gente composta ou vai ficar compostando uma semana aqui em casa, até que o lixeiro leve. Compostar tb diminui muito a quantidade de lixo descartada. Praticamente só dispensamos materiais recicláveis e lixo de banheiro. Todo o resto vai para a composteira, que ainda não é a definitiva, não está correta, mas já é um comecinho. Estamos estudando e está como prioridade em nossa lista fazer a composteira definitiva, até porque, ela que nos dará a terra para a horta.



Sempre que cozinho, já deixo um potinho ao lado da pia, ali eu jogo os orgânicos e depois eles vão direto para a composteira.


Mas a questão não para por aí. Ainda precisamos reduzir a quantidade de lixo reciclável. A coleta uma vez por semana nos deu a real idéia da quantidade de lixo que estamos produzindo atualmente. Normalmente, por semana, junta-se dois sacos de 100 litros de lixo. Um absurdo em uma família de 3 pessoas. Por isso que evitamos comprar produtos embalados individualmente. Eu já liguei uma vez para a Nestlé para reclamar da quantidade de embalagem que vem na bolacha Calipso. E decidimos que vamos tentar comprar o mínimo possível de coisas industrializadas. Só assim para reduzirmos o uso de tantas embalagens!